Destino comum entre os viajantes sul-americanos e de todo o mundo, Machu Picchu impressiona por estar encravada no topo de uma montanha em meios à Cordilheira dos Andes, em um local bastante isolado e, ao mesmo tempo, fascinante.

Dicas de Viagens para Machu Picchu

A cidade, que é por vezes – e de forma equivocada – lembrada como a capital do Império Inca, é o destino turístico mais famoso do Peru, e um dos mais importantes da América do Sul.

Para chegar a Machu Picchu, o viajante deve necessariamente estabelecer uma base em Cusco, importante cidade peruana localizada na região leste do país e antiga capital dos Incas.

O erro, porém, é tratá-la somente como a porta de entrada para as ruínas. Lá, o viajante irá se surpreender com as belas construções históricas, com a Praça de Armas que, ao entardecer, recebe milhares de turistas e locais, e com as ruas de pedra que emanam um ar colonial. Todo o charme e história valeram a Cusco o título de patrimônio da UNESCO.

Roteiros Turísticos em Machu Picchu

A partir de Cusco, o viajante tem três opções. A primeira, e mais cômoda, é chegar até a cidade perdida através do Valle Sagrado de los Incas, em uma viagem que dura um dia e que pode ser feita através de agências com base em Cusco.

Há milhares delas pela cidade, e a escolha deve levar em conta a confiabilidade e o preço. O passeio pelo vale faz paradas obrigatórias em locais que, outrora, foram de importância para os Incas, tais como Moray, Písac e Urubamba.

O passeio tem como destino final a cidade de Ollamtaytambo, de onde se pega o trem rumo a Águas Calientes, pequena comunidade localizada na base de Machu Picchu.

Dicas de Viagens para Machu Picchu

A segunda e terceira opções, que atraem os mais aventureiros, consistem em trilhas que levam de Cusco a Águas Calientes em percursos fascinantes, que atravessam o coração das cordilheiras e florestas peruanas.

Trata-se da Trilha Inca, a mais famosa e clássica, e da Salkantay, a escolha certa para quem gosta de desafiar os seus limites. A primeira, devido à alta demanda ao longo de todo o ano, deve ser reservada com bastante antecedência, pois há um limite diário para a quantidade de caminhantes.

A duração e exigência de cada uma das trilhas é um fator crucial quando houver indecisão. A Trilha Inca é mais curta, com duração de dois a quatro dias, e pode ser feita por qualquer pessoa.

Salkantay, por outro lado, dura de cinco a sete dias, e exige o máximo de cada caminhante, expondo-o a baixas temperaturas, longos trechos ininterruptos e condições extremas.

Na pequena comunidade de Águas Calientes, localizada na base da montanha que abriga Machu Picchu, todos os viajantes se encontram para um rápido pernoite.

No dia seguinte, extremamente aguardado, dá-se início a caminhada – e, por vezes, corrida – para a cidade perdida, em uma subida pela montanha que dura em média uma hora e meia. Há também a opção de ir de ônibus, e o percurso não leva mais do que trinta minutos.

A pressa para chegar à entrada de Machu Picchu tem explicação: um número limitado de pessoas, determinadas pela ordem de chegada, ganham um ticket que dá direito a visitar também Wayna Picchu, a montanha presente ao fundo de todo cartão postal, e de onde de tem uma bela vista da cidade inca.

O parque abre sempre às seis, mas a enorme fila já se forma desde muito antes. Portões abertos, é hora de conhecer e se encantar com uma das sete maravilhas do mundo moderno.

A visita a Machu Picchu dura um dia, e aproveitá-la ao máximo inclui caminhar por toda a sua extensão, buscar locais que proporcionem uma vista diferente da cidade e, por que não, meditar. Ao fim do dia, as sensações de alegria e paz espiritual se unem ao cansaço e à exaustão, e o sentimento que permanece é um só: missão cumprida.