Demanda por viagens de avião deverá triplicar nos próximos anos

A demanda da aviação civil brasileira subiu 2,09%, seguindo tendência dos últimos 13 meses, entre fevereiro de 2017 à março de 2018. Passada a crise, o mercado da aviação civil brasileira segue bem, obrigado. O número de passageiros cresceu 2,09% em março deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Transporte aéreo quase decola, mas ainda enfrenta turbulências

Por: Maria Gizele Da Silva
A oferta dos serviços nacionais aumentou 0,66% no mesmo período, seguindo a tendência dos últimos 13 meses. O levantamento é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Ela representa as empresas Avianca, Azul, Gol e Latam, que correspondem a 99% do mercado nacional e a 30% do transporte de brasileiros ao exterior.

Em março, a Gol absorveu 34,25% dos voos domésticos; seguida pela Latam, com 33,26%; Azul, com 18,33% e Avianca, com 14,16%. O ano de 2017 fechou com 21,9 mil aeronaves integrando a frota da aviação civil brasileira, com um aumento de 51 unidades a mais, visando o crescimento na demanda.

Companhias Avianca, Azul, Gol e Latam buscam demanda internacional

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirma a elevação. Segundo dados da agência, nos três primeiros meses de 2018, 23 milhões de passageiros foram transportados em voos domésticos no Brasil. O número é 2,2% superior ao registrado no mesmo período de 2017.

No tocante às operações aéreas internacionais, as empresas brasileiras tiveram aumento na demanda na ordem de 15,55% em março deste ano. A Latam respondeu por maior parte desse mercado, com 68,07% da procura.

Embora a maioria das pessoas opte por empresas estrangeiras na hora de viajar do Brasil ao exterior, devido à oferta internacional, dados da Abear indicam que no primeiro trimestre de 2018 cerca de 2,5 milhões de passageiros foram transportados para outros países por empresas brasileiras. A alta alcança 17,76%.

Parlamentares estudam derrubar taxa de bagagem

Apesar do bom momento vivido pelo setor de avião brasileira, pendências a serem resolvidas com quem está do outro lado do balcão – os passageiros e as lideranças que representam os consumidores – ainda merecem atenção.

Desde maio de 2017, usuários dos aeroportos do país pagam taxas pelas malas despachadas para destinos nacionais e estrangeiros. A cobrança foi autorizada por meio de decisão autorizada pela Anac. A agência defendeu, na época, que as novas normas seriam necessárias para adequar as viagens feitas nos aeroportos brasileiros às agências internacionais e possibilitar a redução do preço das passagens.

Entretanto, as reclamações de passageiros cresceram. Por isso, a Câmara dos Deputados criou, no início deste ano, uma Subcomissão Especial para tratar sobre as relações entre companhias aéreas e consumidores.

O principal objetivo da Subcomissão é apreciar o projeto de decreto legislativo 578/16, do Senado, que propõe o fim da cobrança da taxa de bagagem. Os parlamentares também estão de olho na relação de direitos e deveres das empresas de aviação civil no país.

Passageiros dão nota 4,44 às empresas de aviação nacionais

Uma recente pesquisa do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil demonstrou que os viajantes dos 20 maiores aeroportos do Brasil deram nota 4,44 às companhias aéreas brasileiras. A escala vai de 1 a 5, sendo 5 a nota mais alta.

Os passageiros avaliaram quesitos como serviços das empresas aéreas, infraestrutura dos aeroportos e qualidade do transporte público para o aeroporto. A Abear enalteceu a pesquisa, informando que o conceito foi o mais alto em comparação aos outros meios de transporte.

Os indicadores da Anac, porém, mostram que a insatisfação dos usuários é constante. Em 2017, a agência passou a divulgar reclamações dos viajantes registradas no site www.consumidor.gov.br.

A queixa pode ser consultado por meio do nome da companhia aérea. Foram 12 mil demandas registradas no ano passado, incluindo queixas e número de casos solucionados.

Latam e Azul ocupam os primeiros lugares no índice de reclamações. A Latam concentrou 5.479 registros. A Azul recebeu 3.478, contra  2.178 da Gol e 1.179 da Avianca.

Demanda por viagens de avião deve triplicar em duas décadas

A discussão sobre os reflexos do crescimento da demanda no setor de viagens aéreas no Brasil, nos últimos anos, ganha a cada dia novos capítulos. Um estudo divulgado no ano passado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil aponta que a demanda do transporte aéreo brasileiro deverá triplicar até 2037.

O estudo denominado “Relatório de Projeções de Demanda para os Aeroportos Brasileiros 2017-2037” foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O levantamento adianta que o crescimento só ocorrerá dentro do período sugerido se houver condições propícias para tal, como uma política de redução do preço das passagens aéreas e um planejamento do setor público para o segmento que dê sustentação ao aumento da demanda.

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